O baobá é a árvore lenta. Pode viver dois mil anos, armazenar sessenta mil litros de água no seu tronco e sobreviver a estações que a maioria das plantas não suporta.
A semente herda isso. Prensado a frio, o baobá produz um óleo invulgarmente rico em ácidos palmítico, oleico e linoleico — os três lípidos que o cabelo já utiliza para selar a cutícula. Também contém vitaminas A, D, E e F, e um traço de ómega-9 que hidrata sem pesar o fio.
A maioria dos óleos vegetais fica na superfície do cabelo e transmite suavidade através do deslize. O baobá faz algo diferente. O perfil de ácidos gordos é suficientemente próximo do sebo natural do cabelo para que a cutícula o aceite — o óleo penetra na camada exterior em vez de a revestir. O brilho que obtém é estrutural, não superficial.
É por isso que utilizamos extrato de semente de baobá no Styling Nectar No. 11. Os caracóis e as ondas precisam de hidratação que não os achate. Um óleo mais pesado — argão, marula, coco numa concentração errada — elimina o frizz à custa do volume. O baobá preserva o movimento.
As sementes que utilizamos provêm de uma cooperativa no sul do Senegal. Colheita selvagem, descascadas à mão, prensadas a frio em quarenta e oito horas. O óleo chega com uma tonalidade esverdeada e quase sem aroma — um detalhe pequeno que revela que nada foi desodorizado, branqueado ou refinado.
A maioria dos produtos capilares usa o baobá como palavra de marketing. Nós usamo-lo como escolha estrutural.